23 de fev de 2010

O ensino no Brasil está em baixa (Prof. Finazzi)

Caros leitores. Publico abaixo uma reflexão de autoria de um professor que conheço há muitos anos, e que tem experiência nos ensinos fundamental, médio e superior.

"O ensino no Brasil está em baixa. E não é por falta de esforço de professores dedicados ou de alunos interessados: as Secretarias de Educação partem da ideia que o aluno aprende apenas tomando contato uma vez com o conhecimento, chamam este método de construtivismo. Em disciplinas como Química e Física, cujo raciocínio é mais elaborado, existem duas aulas semanais para que os professores ensinem seus alunos. Ajunta-se a isso o fato de que professores trabalham em várias escolas diferentes num mesmo ano letivo, cada uma com um sistema de regras diferente. O resultado: um ensino de baixa qualidade, que desmotiva professores e alunos. O pior é que o professor não possui autonomia de atribuir notas em sua própria disciplina, pois constantemente é forçado a mudá-las. Quando poderemos mudar este panorama?

Prof. Dr. Guilherme Antonio Finazzi (UNESP)
e-mail: guifinazzi@yahoo.com.br

10 de fev de 2010

Professores da rede privada do Estado de São Paulo querem ser pagos por hora extra virtual

Essa é uma discussão que mais cedo ou mais tarde iria acontecer. De fato, trabalhar com o mundo virtual exige tempo, mas muito tempo !!! Acho honesto exigirem por isso, lembrando que na maioria das instituições de ensino, o professor ganha por hora-aula. 

Agora o mais complicado disso é realmente saber quem investe na "hora virtual" voltado para assuntos educacionais. Para isso, as instituições devem adotar critérios justos e também saber se há um retorno educacional dessa empreitada. Ainda cabe, em alguns casos, o trabalho virtual desse professor ser equivalente a uma publicação de material instrucional.

Link para a notícia: http://info.abril.com.br/noticias/internet/professor-quer-aumento-por-trabalho-virtual-09022010-2.shl

9 de fev de 2010

Pesquisa da FCC: Atratividade da Carreira Docente no Brasil

Cada vez mais os jovens não se sentem atraídos pelo magistério. A relação candidato-vaga deas licenciaturas, em geral, cai a cada ano, sejam em universidades públicas ou privadas. Tínhamos uma ideia de que algo de errado estava acontecendo. 

Agora, um estudo encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) traz um triste resultado: cerca de 2% dos estudantes do Ensino Médio têm como primeira opção o magistério.

 
Gráfico da primeira opção de carreira para o vestibular (Gatti et. al. ,2009).


Segundo a pesquisa, esta tem por objetivo investigar a atratividade da carreira docente no Brasil sob a ótica de alunos concluintes do ensino médio.


Referência
Gatti, B.;Tartuce, G. L. B. P.; Nunes,  M. M. R.; Almeida, P.C. A. Atratividade da Carreira Docente no Brasil. Fundação Carlos Chagas, São Paulo, outubro de 2009.